20/08/2018

Os equinos, assim como os humanos e outros animais, estão constantemente expostos a microrganismos no ambiente e, embora a maioria deles não cause nenhum mal, alguns podem ser importantes em decorrência das doenças e prejuízos que ocasionam, acarretando perdas econômicas para criadores e proprietários.

 

Com o objetivo de diminuir estas perdas, várias estratégias de prevenção podem ser adotadas, dentre elas a diminuição da lotação da propriedade, isolamento de animais que entrarão no rebanho, vacinação, higiene das instalações, nutrição adequada e controle de parasitas.

 

De todas estas estratégias, nenhuma se mostra tão eficaz quanto a vacinação, uma prática fundamental para a profilaxia de enfermidades no mundo todo. Para definir corretamente o programa vacinal dos animais, devem-se levar em consideração as principais doenças infecciosas que os acometem e a sua importância, dividindo-as, assim, em 3 grupos principais que estão destacados abaixo. Dessa forma, é mais fácil definir qual vacina aplicar em cada categoria e com que frequência.

 

 

1º GRUPO: VACINAÇÃO IMPRESCINDÍVEL
Este grupo é formado por enfermidades que causam altos índices de mortalidade e podem se transformar em problemas de saúde pública como, por exemplo:


• Raiva: uma doença de alta gravidade que afeta a maior parte das espécies e as leva ao óbito, invariavelmente, após a manifestação dos sintomas.
• Tétano: causado por uma toxina bacteriana que se desenvolve em ambientes sem oxigênio, o que ocorre principalmente em casos de feridas perfurantes do casco. O cavalo é considerado a espécie mais sensível à doença e, portanto, a prevenção é fundamental.
• Encefalomielites virais: As encefalites virais são transmitidas por mosquitos e causam sintomatologia nervosa nos cavalos, com uma mortalidade que varia entre 10 e 50 % dos casos.

 

Uma característica comum a essas enfermidades é que para que o animal seja contaminado, ele não precisa, necessariamente, estar em contato com outros cavalos. Um animal isolado está sujeito ao ataque de morcegos, picadas de mosquitos e feridas perfurantes do casco, portanto, considerando o risco de infecção e o baixo custo de prevenção, neste grupo a vacinação é imprescindível.

 


2º GRUPO: VACINAÇÃO NECESSÁRIA
O segundo grupo é composto pela Influenza Equina e a Rinopneumonite, ambas causadas por vírus que afetam o sistema respiratório e são contagiosas, embora não tenham alta taxa de mortalidade. Além da doença respiratória, o vírus da Rinopneumonite é o principal causador de aborto infeccioso em éguas. Em relação a essas doenças, os prejuízos se referem ao afastamento dos animais de competições e gastos com medicamentos.

 

 

3º GRUPO: VACINAÇÃO COM INDICAÇÃO
Neste grupo estão inclusas as doenças infecciosas que afetarão os animais em situações ou propriedades específicas, sendo que o Médico Veterinário, ao identificar o problema, recorrerá à vacinação como estratégia de controle para cada propriedade. Aqui podemos destacar a Leptospirose e o Garrotilho.

 

SUGESTÃO DE ESQUEMA VACINAL
No caso das enfermidades do 1º grupo, quando os animais forem vacinados pela 1ª vez, deverão receber de 2 a 3 doses com intervalo de quatro semanas entre elas. Depois da primovacinação, o reforço deve ser anual. Os potros devem ser vacinados a partir dos quatro meses de idade.

 


Para as doenças do 2º grupo, o protocolo inicial é o mesmo, ou seja, 2 a 3 doses com intervalo de quatro semanas entre elas. A diferença está nos reforços, sendo necessário um protocolo mais intensivo, pois a imunidade tende a ser menos duradoura. Assim, a revacinação está diretamente ligada ao grau de desafio que os animais enfrentam, sendo recomendados, normalmente, reforços a cada 6 meses, e em situações extremas, a cada 3 ou 4 meses. Já em relação à égua prenhe, para evitar o aborto por Rinopneumonite, a reprodutora deverá ser vacinada no 5º, 7º e 9º mês de gestação.


*Outros esquemas de vacinação poderão ser adotados de acordo com a recomendação do Médico Veterinário.

 

Com essas informações é mais simples definir um programa vacinal para sua propriedade e ter sucesso na prevenção de doenças e manutenção da saúde dos animais. 

 

 

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